SOBRE O MASP,

HISTÓRICO

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, mais conhecido simplesmente por MASP, é fruto de uma aventura de duas pessoas, coadjuvadas por Edmundo Monteiro, com visão revolucionária para sua época, e apoiados por um grupo de amigos.

O MASP foi inaugurado em 2 de outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados e pelo professor Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte na Itália, recém chegado ao Brasil.

Uma história de alma, talento e força tornou possível a existência do MASP, cuja coleção, a mais importante do hemisfério sul, é considerada tesouro da humanidade. O feliz encontro de Assis Chateaubriand e de Pietro Maria Bardi alinhou o Brasil com os países de primeiro mundo no universo das artes.


Assis Chateaubriand

Pietro Maria Bardi

Sorte da cidade de São Paulo, pois aqui um paraibano decidiu fundar e sediar este museu. Era um projeto que Assis Chateaubriand vinha cultivando há várias décadas pois ele sempre foi incentivador da arte e de artista. Chateaubriand pretendia sediar o futuro museu no Rio de Janeiro mas optou por São Paulo pois seu tirocinio indicava que aqui teria mais sucesso para arrecadar os fundos necessários à aquisição de obras de arte para formar o museu.

Com sua audácia, competência e obstinação, conseguiu atingir sua meta, com a ajuda e competência do casal Pietro Maria Bardi e Lina Bo, esta arquiteta formada em Roma.

Chateaubriand, Lina e Bardi foram pessoas incomuns, não estão mais conosco, mas deixaram ao Brasil um precioso legado, que nos cabe preservar, divulgar e ampliar.

O terceiro componente do grupo, que não apreciava aparecer foi Edmundo Monteiro, executivo do grupo de mídia dos Associados para a região sudeste e sul do Brasil, menos Rio Grande do Sul.

Edmundo Monteiro ingressou no grupo Associados muito jovem, como office-boy. Mercê de sua capacidade e interesse, sobretudo o amor ao universo profissional em que passou a atuar –mídia impressa (jornais, revistas) e eletrônica (somente radio pois a televisão viria muito anos depois de seu ingresso na organização) foi galgando todos os degraus até atingir seu ponto máximo de CEO (Chief Executive Officer, no jargão atual das grandes corporações) comandando a unidade mais rentável do grupo. Esse seu posto permitiu proporcionar a Assis Chateaubriand os meios para adquirir as obras de arte pois competia a Edmundo Monteiro negociar o apoio dos anunciantes para arrecadar os fundos necessários à essa operação.

Sem o trabalho de Edmundo Monteiro o empreendimento não teria o sucesso que teve em tão curto espaço de tempo: de 1946 a 1957 quando a coleção tomou a forma atual. De maneira discreta, como gostava, Edmundo Monteiro foi conquistando outros participantes (doadores) além daqueles que o próprio Chateaubriand já estava reunindo. Não ficou somente nisso o seu trabalho: durante toda o período de constituição e consolidação do MASP foi resolvendo os problemas que surgiam e, sobretudo quando houve a necessidade de novas instalações. Na gestão de Adhemar de Barros na Prefeitura de São Paulo conseguiu harmonizar os interesses do poder público municipal e os do MASP. Isto graças à gestão de Edmundo Monteiro pois tanto Assis Chateaubriand quanto o prof. Bardi não estavam talhados para esse tipo de negociação. Assim foi negociada a construção do edifício que hoje abriga o MASP no Belvedere do Trianon que havia sido demolido para a realização da 1a. Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 1951. Nos momentos mais delicados da vida do MASP, Edmundo Monteiro assumiu sua presidência conduzindo-o até a eleição de seu sucessor o sr Helio Dias de Moura. Foram os seguintes os presidentes do MASP: Samuel Ribeiro, Horacio Lafer, Joaquim Bento Alves de Lima, Assis Chateaubriand, Alexandre Marcondes Filho, Rogério Giorgi, Edmundo Monteiro, Helio Dias de Moura, José Mindlin e, atualmente, Julio Neves. O sr. Max Lowenstein foi nomeado por Assis Chateaubriand presidente não estatutário por relevantes serviços prestados à formação dos Museus Regionais que Chateaubriand iniciou para dotar as várias regiões do país com um núcleo de arte brasileira principalmente. Foram implantados os de Olinda, PE, Campina Grande, PB, Araxá, MG, e Porto Alegre, RS.


Lina Bo
O Masp inicialmente instalou-se em quatro andares do edifício dos Diários Associados, adaptados por Lina Bo Bardi.

Lina Bo, arquiteta modernista italiana e esposa do professor Bardi, concebeu arquitetonicamente o prédio atual do MASP. O terreno da Avenida Paulista havia sido doado à municipalidade com a condição de que a vista para o centro da cidade bem a da serra da Cantareira fosse preservada, através do vale da avenida 9 de Julho. Modificações na postura municipal quanto às edificações nessa avenida mudou, infelizmente, essa paisagem.

Para preservar a vista exigida para o centro da cidade, a arquiteto Lina Bo idealizou um edificio sustentado por quatro pilares permitindo, assim, aos que passam pela avenida possa descortinar o centro da cidade. Em construção civil é único no mundo pela sua peculiariedade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais com um vão livre de 74 metros.

Essa estrutura avançada exigiu uma solução cujo desafio foi aceito pelo professor Dr. José Carlos de Figueiredo Ferraz que aplicou seu sistema de protensão. Os cálculos forma feitos pelo prof. dr. José Lourenço de A. B. Castanho.

Construído de 1956 a 1968, a nova sede do MASP foi inaugurada em 07 de novembro de 1968 com a presença de S.M. a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

O MASP sempre foi - e continuará sendo - um museu inovador. Por ocasião do centenário do professor Bardi (fevereiro 2000) realizou uma grande exposição, onde além das peças mais representativas da coleção Lina Bo e P.M. Bardi – doadas pelo casal ao museu, foram também expostas outras obras do acervo indicadas pessoalmente por Bardi. a Chateaubriand para serem adquiridas.

Uma exposição tão abrangente e importante só poderia ser realizada pela própria equipe do MASP e no espaço mais nobre do museu, ou seja, na Pinacoteca do 2º andar.

A curadoria da exposição foi confiada a Luis Hossaka, amigo, assistente e colaborador do professor e atual curador chefe.

Para apresentar a população um novo conceito de organização do 2º andar, - moderno, contemporâneo e inédito no Brasil - caracterizado por painéis totalmente móveis, vitrines e sistema de iluminação distribuídos de forma a proporcionar não só exposições rotativas de nosso acervo - com melhores visuais para o visitante - como também, e principalmente, condições adequadas para o exercício de atividades de ensino e atendimento de grupos monitorados, prioridades estas que ensejam um novo dinamismo na atuação didática do museu.

Mais difícil, talvez, tenham sido a conclusão das obras de reforma do espaço destinado a pinacoteca do 2º andar, e que demandaram um longo período para a execução de serviços de alta especialização e tecnologia, tais como a reprotensão das vigas de sustentação, recuperação estrutural, impermeabilização da cobertura, reforma da caixilharia, troca de vidros, colocação de película de proteção contra raios ultra-violeta, troca do sistema de persianas, nivelamento e troca do piso, troca de todo sistema de eletricidade, iluminação, ar condicionado com filtros especiais e, ainda, a colocação do 2º elevador de acesso.

Oferecendo mais conforto ao visitante, garantindo inclusive acesso aos diversamente capacitados pelo 2º elevador que atende dos sub-solos ao 2º andar, o MASP acolhe todos.

O MASP, entidade cultural sem fins lucrativos tem por finalidade incentivar, divulgar e amparar, por todos os meios a seu alcance, as artes de um modo geral e, em especial, as artes plásticas, visando ao desenvolvimento e, ao aprimoramento cultural do povo brasileiro.

Para esse fim mantém Pinacoteca, Biblioteca, Fototeca, Filmoteca, Videoteca, Cursos de Artes e serviço educativo de apoio às exposições, exibição de filmes e concertos musicais de interesse artístico e cultural.

O MASP coloca-se como primeiro centro cultural de excelência em nosso País, pois aqui foram realizados todos eventos e atividades relacionadas com arte, tais como Pintura, Escultura, Gravura, Arquitetura, Design, Mobiliário, Moda, Música, Dança, Biblioteca, Escola, Teatro, Cinema, Work-shops, Lançamento de livros e Conferencias.

O visitante pode apreciar no edifício da Avenida Paulista, obras da escola italiana como Rafael, Andrea Mantegna, Botticceli e Bellini; de pintores flamengos como Rembrandt, Frans Hals, Cranach ou Memling. Entre os espanhóis estão Velazquéz e Goya.

A maior parte do núcleo de arte européia do MASP é de pintura francesa. Podemos apreciar os quatro retratos das filhas de Luiz XV, pintados por Nattier, ou as alegorias das quatro estações de Delacroix. Do movimento impressionista, encontramos várias obras de Renoir, Manet, Monet, Cézanne e Degas. Dos pós-impressionistas é possível apreciar vários quadros de Van Gogh ou de Toulouse-Lautrec.

Um dos destaques do acervo, é o espaço dedicado à coleção completa de esculturas de Edgar Degas. Uma coleção de bronzes, feitos em tiragem de 73 peças, só pode ser vista integralmente no Masp e em poucos museus como no Metropolitan em New York, ou no Museu D`Orsay em Paris.

O MASP foi criado para ser um museu dinâmico, com um perfil de centro cultural. Por isso possui espaços diferenciados para realização de exposições temporárias. O visitante sempre encontra uma novidade em sua visita ao museu, por mais freqüente que seja. As exposições temporárias apresentam os mais variados temas ou suportes. Exposições nacionais e internacionais de arte contemporânea, fotografia, design e arquitetura se revezam durante o ano, trazendo ao público um universo de imagens.

O MASP é também música, cinema e palestras. Os dois auditórios projetados por Lina Bo são um espaço múltiplo para essas atividades.
  • Diretoria  | 
  • Administração  | 
  • Fale conosco  | 
  • Mapa do site
  • © 2006 - MASP - Museu de Arte de São Paulo