MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO - Assis Chateaubriand
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POLÍTICAS DE MEDIAÇÃO

Nos dias 26 e 27 de junho de 2015, o MASP realizou o seminário Políticas da mediação para discutir sobre as histórias, os sentidos e as práticas da mediação cultural e da relação dos museus de arte com os seus públicos. O seminário foi composto de palestras, na parte da manhã, e sessões de trabalho, na parte da tarde. As palestras foram apresentações de profissionais (curadores, pesquisadores e educadores) sobre diferentes projetos educacionais em museus. As sessões de trabalho foram reuniões abertas moderadas por educadores do MASP ao lado de convidados externos para abordar tópicos específicos da prática educativa e da relação das instituições culturais com seus públicos. No primeiro semestre de 2016 o MASP irá lançar uma publicação com textos apresentados e reflexões sobre o seminário.

APRESENTAÇÃO

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi fundado em 1947 com o interesse no desenvolvimento cultural da população paulista e brasileira. Desse modo, pensava-se como um museu moderno, didático, vivo e dinâmico, direcionado à massa popular e “não informada”. Além da realização de exposições didáticas, cursos teóricos e técnicos, publicações e visitas monitoradas, estava a iniciativa pioneira de um departamento dedicado às crianças, o “Club Infantil de Arte” (1948-1953).

Essa concepção de educação da massa vinculada ao museu se transformou com o tempo, respondendo aos distintos contextos políticos, práticas artísticas, novas pesquisas e conexões com a educação formal. Hoje é inegável a presença dos departamentos de educação em museus e instituições culturais, em sua maioria criados a partir da década de 1990, como é o caso do atual Serviço Educativo do MASP (1998). Tendo como metodologia em comum as visitas em grupos às exposições, esses departamentos tornaram-se uma importante ferramenta para atrair públicos e captar recursos. Qual seria, porém, de uma perspectiva educacional e política, a “razão de ser” dos programas públicos e educativos das instituições culturais? Como poderíamos re-imaginá-los? 


SEXTA 26.6
11H 
Introdução
CAYO HONORATO E LUIZA PROENÇA

11H30–12H30 
MARCELO REZENDE
Marcelo Rezende apresenta as ideias por trás da transformação recente do Departamento Educativo do Museu de Arte Moderna da Bahia no Museu-Escola Lina Bo Bardi. Retoma a concepção de museu popular do MAM-BA por sua diretora-fundadora, Lina Bo Bardi, no final da década de 1950 e início de 1960, e as ressonâncias com o pensamento do pedagogo Anísio Teixeira.

12H30–13H30 
ALEJANDRO CEVALLOS E VALERIA GALARZA
Apresentam a configuração da equipe Mediación Comunitaria na Fundación Museos de la Ciudad, em Quito, discutindo os desafios e dificuldades da colaboração entre educadoras de museus, mediadoras comunitárias e comunidades, em um contexto social, cultural e politicamente conflitivo da cidade, como o Mercado de San Roque. Como a colaboração e a urgência do território nos permite pensar a 
transformação de práticas e políticas da instituição? E quando se torna parte de um mecanismo de legitimação e reprodução da mesma instituição?

15H–18H 
Sessões de trabalho

1 QUEM E O QUÊ TRANSFORMAR?
Debate em torno dos propósitos educacionais: relações com os públicos, com as escolas, com a instituição e com as políticas educacionais/culturais. MODERAÇÃO: Adriana Puzzilli e Elaine Fontana.

2 ALGO ALÉM DAS VISITAS? 
Os formatos, as logísticas e a relevância das visitas de grupos, e outras práticas muitas vezes em plano secundário: ateliês, oficinas, seminários, práticas colaborativas e programas públicos em geral. MODERAÇÃO: Adriana Marin, Miriam Lustosa e Valquíria Prates.

 

SÁBADO 27.6

11H–12H
JANAINA MELO
O Museu de Arte do Rio, instalado na região portuária do Rio de Janeiro (área que hoje vive intenso processo de transformação urbana), caracteriza-se por ser um museu e uma escola. Por conta disso, serão discutidos os processos de aproximação, relação e envolvimento que resultaram no seu programa pedagógico. Pensado numa estreita relação com a região e os diferentes públicos, o museu – que pretende ser do Rio – nos convida a indagações não respondidas, bem como aos desafios para a consolidação de seu programa nos próximos anos.

12H–13H30
ANDREW DEWDNEY E VICTORIA WALSH
Apresentam três projetos colaborativos, principalmente na Tate, em Londres, com pesquisa focada no público e no valor cultural. Pretendem pensar como a inclusão social e a diversidade cultural com base em categorias de identidade falham no engajamento de novas subjetividades resultantes da globalização econômica e tecnológica.

15H–18H
Sessões de trabalho 

1 O EDUCATIVO É DESPESA OU RECEITA?
O que afinal os departamentos educativos representam para as instituições economicamente? Estarão em debate tanto as questões em torno de financiamento, patrocínio e sustentabilidade, como as relativas à profissionalização do educador. MODERAÇÃO: Fernando Burjato e Thais Olmos.

2 E DEPOIS? O QUE RESTA DAS NOSSAS AÇÕES? 
Como podemos pensar em registros, formas de avaliação e documentação, publicações e arquivos das visitas, respostas ou usos dos espaços culturais? MODERAÇÃO: Diogo de Moraes, Eliana Baroni e Gabriela Ficher.

18H30–19H30
AVALIAÇAO
Avaliação do seminário e apresentação do resultado das sessões de trabalho pelos moderadores.

ASSISTA ÀS APRESENTAÇÕES

Introdução
Luiza Proença e Cayo Honorato introduzem o seminário


Apresentação de Marcelo Rezende
Marcelo Rezende apresenta as ideias por trás da transformação recente do Departamento Educativo do Museu de Arte Moderna da Bahia no Museu-Escola Lina Bo Bardi


Alejandro Cevallos e Valeria Galarza 
Alejandro Cevallos e Valeria Galarza apresentam a configuração da equipe Mediación Comunitaria na Fundación Museos de la Ciudad, em Quito


Janaína Melo
O Museu de Arte do Rio, instalado na região portuária do Rio de Janeiro (área que hoje vive intenso processo de transformação urbana), caracteriza-se por ser um museu e uma escola. Por conta disso, são discutidos os processos de aproximação, relação e envolvimento que resultaram no seu programa 


Andrew Dewdney e Victoria Walsh
Andrew Dewdney e Victoria Walsh apresentam três projetos colaborativos, principalmente na Tate, em Londres, com pesquisa focada no público e no valor cultural.

SESSÕES DE TRABALHO

Sexta (26 de junho de 2015)
1. QUEM E O QUÊ TRANSFORMAR?
Debate em torno dos propósitos educacionais: relações com os públicos, com as escolas, com a instituição e com as políticas educacionais/culturais.
MODERAÇÃO: Adriana Puzzilli e Elaine Fontana.

2. ALGO ALÉM DAS VISITAS? 
Os formatos, as logísticas e a relevância das visitas de grupos, e outras práticas muitas vezes em plano secundário: ateliês, oficinas, seminários, práticas colaborativas e programas públicos em geral.
MODERAÇÃO: Adriana Marin, Miriam Lustosa e Valquíria Prates.

Sábado (27 de junho de 2015)
1. O EDUCATIVO É DESPESA OU RECEITA?
O que afinal os departamentos educativos representam para as instituições economicamente? Estarão em debate tanto as questões em torno de financiamento, 
patrocínio e sustentabilidade, como as relativas à profissionalização do educador. 
MODERAÇÃO: Fernando Burjato e Thais Olmos.

2. E DEPOIS? O QUE RESTA DAS NOSSAS AÇÕES? 
Como podemos pensar em registros, formas de avaliação e documentação, publicações e arquivos das visitas, respostas ou usos dos espaços culturais? 
MODERAÇÃO: Diogo de Moraes, Eliana Baroni e Gabriela Ficher.

AVALIAÇÃO
Avaliação do seminário e apresentação do resultado das sessões de trabalho pelos moderadores.