MUSEU DE ARTE DE S√O PAULO - Assis Chateaubriand
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Jos√© Ant√īnio da Silva (Salles de Oliveira, SP, 1909 - S√£o Paulo, SP, 1996). Flagela√ß√£o de um negro, 1948
SEMIN√ĀRIO: HIST√ďRIAS DA ESCRAVID√ÉO

28 e 29.10.2016, Das 9h às 17h30

Hist√≥rias da escravid√£o integra um projeto de longa dura√ß√£o, desenvolvido pelo MASP, que visa analisar as tantas hist√≥rias que constituem o Brasil. O semin√°rio pretende n√£o s√≥ lidar com quest√Ķes que versam sobre o tema da escravid√£o, do racismo e da discrimina√ß√£o, como comparar experi√™ncias e conhecimentos em torno dessas hist√≥rias. Seu objetivo √© retomar a hist√≥ria dos quilombos que se espalharam pela col√īnia e durante o Imp√©rio; a realidade das rebeli√Ķes e revolu√ß√Ķes que foram multiplicando-se no territ√≥rio da di√°spora africana, o dia a dia pesado dessas popula√ß√Ķes, as pr√°ticas religiosas e as imagens da escravid√£o, em rela√ß√£o √† cultura visual e pr√°ticas art√≠sticas.

Convidados: Angela Alonso (Universidade de S√£o Paulo), Deborah Willis (Universidade de Nova York), Eduardo Gr√ľner (Universidade de Buenos Aires), Fl√°vio Gomes (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Geoffrey Quilley (Universidade de Sussex), Jo√£o Jos√© Reis (Universidade Federal da Bahia), Lilia Moritz Schwarcz (Museu de Arte de S√£o Paulo e Universidade de S√£o Paulo), Luiz Felipe de Alencastro (Funda√ß√£o Getulio Vargas), Marcio Farias (Museu Afro Brasil), Mary Karasch (professora em√©rita, Universidade de Oakland), Muryatan Santana Barbosa (Universidade Federal do ABC), Petr√īnio Domingues (Universidade Federal de Sergipe), Rhoda Reddock (Universidade das √ćndias Ocidentais), Roberto Conduru (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

Inscri√ß√Ķes a partir de 17.10

PROGRAMAÇÃO

28.10.2016 - sexta-feira
Introdução

28.10.2016 - sexta-feira
Mesa 01

28.10.2016 - sexta-feira
Mesa 02

28.10.2016
Conferência

29.10.2016 - s√°bado
Mesa 03

29.10.2016
Mesa 04

29.10.2016
Conferência 2

SOBRE OS PALESTRANTES

Angela Alonso 
√Č professora livre-docente de sociologia na Universidade de S√£o Paulo (USP) e presidente do Centro Brasileiro de An√°lise e Planejamento (Cebrap). √Č autora dos livros Ideias em movimento: a gera√ß√£o 1870 na crise do Brasil-Imp√©rio (Paz e Terra, 2002), Joaquim Nabuco: os sal√Ķes e as ruas (Companhia das Letras, 2007), ambos traduzidos para o franc√™s, e de Flores, votos e balas: o movimento abolicionista brasileiro - 1868-1888 (Companhia das Letras, 2015), projeto agraciado pela bolsa Guggenheim). Tem publicado artigos sobre movimentos pol√≠ticos e intelectuais em revistas acad√™micas e em coluna mensal no caderno Ilustr√≠ssima, do jornal Folha de S.Paulo.

Deborah Willis
Chefe do Departamento de Fotografia e Imagem da Tisch School of the Arts da Universidade de Nova York. Na universidade, Willis ministra cursos sobre fotografia e imagem, iconicidade e hist√≥rias culturais visualizando o corpo negro, mulheres e g√™nero. Sua pesquisa examina hist√≥rias multifacetadas da fotografia, cultura visual, a hist√≥ria fotogr√°fica da escravid√£o e emancipa√ß√£o, fot√≥grafas contempor√Ęneas e beleza. √Č autora dos livros Posing Beauty: African American Images from the 1890s to the Present (W. W. Norton & Company, 2009), Envisioning Emancipation: Black Americans and the End of Slavery (Temple University Press, 2012) e Michelle Obama: The First Lady in Photographs (W. W. Norton & Company, 2009). Willis foi curadora das exposi√ß√Ķes Reflections in Black (2002) e New World Africans: 19th Century Images of Blacks in South America and the Caribbean (1985).

Eduardo Gr√ľner
Doutor em ci√™ncias sociais pela Universidade de Buenos Aires (UBA). √Č professor titular das disciplinas antropologia da arte e literatura e cinema, no Departamento de Artes da Faculdade de Filosofia e Letras da UBA. Foi diretor e membro pesquisador do Instituto de Investiga√ß√Ķes da Am√©rica Latina e Caribe e vice-reitor da Faculdade de Ci√™ncias Sociais da UBA. √Č autor dos livros Un g√©nero culpable (Homo Sapiens, 1994), Las formas de la espada (Ediciones Colihue, 1997), El sitio de la mirada (Norma, 2000), El fin de las peque√Īas historias (Paidos, 2002), La cosa pol√≠tica (Paidos, 2005), La oscuridad y las luces (Edhasa, 2010). Recebeu os pr√™mios Nacional de Ensaio (Argentina, 2011), Konex de Ensaio Filos√≥fico (Argentina, 2004) e Libertador al Pensamiento Cr√≠tico (Venezuela, 2005 e 2011).

Fl√°vio Gomes
Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do CNPq. √Č autor de v√°rios livros, entre eles, Mocambos e quilombos: uma hist√≥ria do campesinato negro no Brasil (Companhia das Letras, 2015), de colet√Ęneas e artigos sobre as tem√°ticas da escravid√£o e p√≥s-aboli√ß√£o no Brasil. Atualmente realiza pesquisas comparadas (Cuba e Col√īmbia) com destaque para as quest√Ķes de identidades e cultura material da escravid√£o.

Geoffrey Quilley
Professor de hist√≥ria da arte na Universidade de Sussex, Reino Unido. Sua pesquisa concentra-se na rela√ß√£o entre a cultura visual brit√Ęnica e o Imp√©rio, viagens e a esfera mar√≠tima nos s√©culos 18 e 19. √Č autor de Empire to Nation: Art, History, and the Visualization of Maritime Britain, 1768-1829 (Yale University Press, 2011). Atualmente, trabalha em um novo livro sobre arte brit√Ęnica e a Companhia das √ćndias Orientais.

João José Reis
Professor titular de hist√≥ria da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Autor, entre outros livros, de O Aluf√° Rufino: tr√°fico, escravid√£o e liberdade no Atl√Ęntico negro, em coautoria com Fl√°vio Gomes e Marcus Carvalho (Companhia das Letras, 2010), Domingos Sodr√©, um sacerdote africano: escravid√£o, liberdade e candombl√© na Bahia do s√©culo XIX (Companhia das Letras, 2008), Rebeli√£o escrava no Brasil: a hist√≥ria do levante dos mal√™s em 1835 na Bahia (Companhia das Letras, 2003) e A morte √© uma festa: ritos f√ļnebres e revolta popular no Brasil do s√©culo XIX (Companhia das Letras, 1991). Os tr√™s √ļltimos t√≠tulos foram traduzidos para o ingl√™s; O Aluf√° Rufino, para o espanhol.

Lilia Moritz Schwarcz
Professora titular no Departamento de Antropologia da USP. Foi professora visitante em Oxford, Leiden, Brown, Columbia e atualmente em Princeton. √Č autora, entre outros livros, de Retrato em branco e negro (Companhia das Letras, 1987), O espet√°culo das ra√ßas (Companhia das Letras, 1993), Racismo no Brasil (Publifolha, 2001) e com Helo√≠sa Starling, Brasil: uma biografia (Companhia das Letras, 2015). √Č curadora-adjunta do MASP para "hist√≥rias e narrativas" desde 2015. Participou da curadoria, junto com Fernando Oliva e Adriano Pedrosa, da exposi√ß√£o Hist√≥rias da inf√Ęncia (2016).

Luiz Felipe de Alencastro
Cientista pol√≠tico e historiador. Foi professor no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador s√™nior do Cebrap e professor catedr√°tico na Universidade de Paris-Sorbonne. Membro da Academy of Europe e professor titular da Escola de Economia de S√£o Paulo - Funda√ß√£o Getulio Vargas, onde dirige o Centro de Estudos do Atl√Ęntico Sul. Autor de O trato dos viventes - forma√ß√£o do Brasil no Atl√Ęntico Sul (Companhia das Letras, 2000) e dos ensaios "Mulattos in Brazil and Angola: A Comparative Approach, from the Seventeenth to the Twenty-First Century" (2012) e "The Formation of Economic History in Brazil: From the South Atlantic to South America" (2016).

Marcio Farias
Possui gradua√ß√£o em psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2011). Mestre em psicologia social pela Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de S√£o Paulo (PUC-SP) (2015). Coordenador do N√ļcleo de Estudos Afro-Americanos (Nepafro) e colaborador do Instituto Amma Psique e Negritude. Atualmente comp√Ķe a coordena√ß√£o do N√ļcleo de Educa√ß√£o do Museu Afro Brasil.

Mary Karasch
Professor emérita de história, atuou na Universidade de Oakland, Rochester, Michigan, até 2010, Universidade Católica, Washington (1981-1983), Universidade de Brasília (1977-1978) e Universidade Federal de Goiás (1993, 1996). Doutora pela Universidade de Wisconsin (1972). Seu principal livro sobre escravidão é A vida dos escravos no Rio de Janeiro, 1808-1850 (Companhia das Letras, 2000). Seu livro mais recente, Before Brasília: Frontier Life in Central Brazil (University of New Mexico Press, 2016), traça a evolução da escravidão nos estados de Goiás e Tocantins.

Muryatan Santana Barbosa
Doutor em hist√≥ria da √°frica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ci√™ncias Humanas da USP. Foi pesquisador visitante na Universidade de Harvard e consultor da Unesco-Brasil para o Programa Brasil-√Āfrica: hist√≥rias cruzadas. √Č coautor e revisor da S√≠ntese da Cole√ß√£o Hist√≥ria Geral da √Āfrica, em dois volumes. Trabalha atualmente com tem√°ticas relativas √† hist√≥ria intelectual e pol√≠tica do Sul Global. Em particular, o Pan-africanismo, na √Āfrica e nas di√°sporas africanas. Atualmente √© professor adjunto do bacharelado em ci√™ncias humanas e do bacharelado em rela√ß√Ķes internacionais da Universidade Federal do ABC.

Petr√īnio Domingues
√Č graduado, mestre e doutor em hist√≥ria pela USP, com p√≥s-doutoramento na Rutgers - Universidade do Estado de Nova Jersey, Estados Unidos. Professor dos cursos de gradua√ß√£o e p√≥s-gradua√ß√£o em hist√≥ria da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e bolsista produtividade em pesquisa do CNPq. Publicou dezenas de artigos nas revistas acad√™micas no Brasil e no exterior. √Č autor ou co-organizador de v√°rios livros, como Experi√™ncias da emancipa√ß√£o: biografias, institui√ß√Ķes e movimentos sociais no p√≥s-aboli√ß√£o (Selo Negro, 2011, em parceria com Fl√°vio Gomes), Da nitidez e invisibilidade: legados do p√≥s-emancipa√ß√£o no Brasil (Fino Tra√ßo, 2013, com Fl√°vio Gomes) e Pol√≠ticas da ra√ßa: experi√™ncias e legados da aboli√ß√£o e da p√≥s-emancipa√ß√£o no Brasil (Selo Negro, 2014, co-organizador com Fl√°vio Gomes).

Rhoda Reddock
Professora de g√™nero, mudan√ßa social e desenvolvimento e vice-diretora da Universidade das √ćndias Ocidentais, campus Santo Agostinho em Trinidad e Tobago. Suas pesquisas multidisciplinares incluem temas como g√™nero e feminismo, hist√≥ria social da mulher e do trabalho, movimentos sociais, meio ambiente, desenvolvimento, masculinidades, sexualidade, cultura, etnicidade e identidade. Tem oito livros publicados, entre eles, Women, Labour and Politics in Trinidad and Tobago: A History (Zed Books, 1994). Foi editora do volume Interrogating Caribbean Masculinities (The UWI Press, 2004) e coeditora da cole√ß√£o Sex, Power and Taboo: Gender and HIV in the Caribbean and Beyond (Ian Randle Publishers, 2009).

Roberto Conduru
Historiador da arte e professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) desde 1995. Foi professor visitante na Southern Methodist University em 2014, pesquisador visitante no Getty Research Institute em 2012 e presidente do Comit√™ Brasileiro de Hist√≥ria da Arte entre 2007 e 2010. Co-organizou Carl Einstein e a Arte da √Āfrica (EdUERJ, 2015) e publicou P√©rolas negras - primeiros fios (UERJ, 2013), Arte afro-brasileira (C/Art, 2007). Foi curador de √Āfrica aqui agora (SESC Quitandinha, Petr√≥polis, 2015), Incorporation - Contemporary Afro-Brazilian Art (Centrale for Contemporary Art, Bruxelas, 2011), Perles de Libert√© - Bijoux Afro-Br√©siliens (Le Grand-Hornu, Hornu, 2011, com Fran√ßoise Foulon).