MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO - Assis Chateaubriand
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3NÓS3, Intervenção VI, 15 de julho de 1980. Foto: Roberto Keppler. Cortesia: Mario Ramiro
SEMINÁRIO: AVENIDA PAULISTA

25.6.2016, das 9h às 17h30

AUDITÓRIO MASP UNILEVER
GRATUITO
Inscrições online (limitadas) ou retirada de senhas na bilheteria a partir das 9h

Organização: Adriano Pedrosa, André Mesquita, Luiza Proença e Tomás Toledo

Com mais de 120 anos e 2.800 metros de extensão, a Avenida Paulista constitui um dos principais marcos da cidade de São Paulo. A pluralidade de ocupações e públicos e as transformações de seus espaços merecem ser discutidas sob os mais diversos pontos de vista: local de passagem e ligação entre a periferia e o centro da cidade; polo cultural e turístico; complexo empresarial e comercial; ponto de encontro de culturas urbanas e local de concentração de protestos. O seminário com duração de um dia pretende não apenas refletir sobre as histórias, a paisagem e a arquitetura da Avenida Paulista, mas também levantar alguns temas importantes de seu cotidiano, como as manifestações políticas; o direito à cidade; a população em situação de rua; a gentrificação; as questões de gênero e a sexualidade (do Parque Trianon à Parada do Orgulho LGBT) e intervenções artísticas. Para o debate, foram convidados arquitetos, historiadores, engenheiros, antropólogos e artistas. Dessa forma, enfatiza-se uma visão multidisciplinar cujo objetivo é abordar as dimensões sociais, econômicas e coletivas da avenida e seu entorno, os usos de seus espaços e as possíveis formas de existência na cidade. O seminário antecede os preparativos para a exposição que o MASP realizará em fevereiro de 2017, ano em que completa 70 anos, intitulada Avenida Paulista, tomando a avenida como eixo central da mostra.

ASSISTA ÀS APRESENTAÇÕES

Abertura e Mesa 1

- Paulo César Garcez Marins - A Avenida Paulista como espaço de afirmação das elites imigrantes de São Paulo 
- Renato Cymbalista - Um lugar de sucessivas modernidades
- Marta Bogéa - Travessias e passagens

 

Mesa 2
- Lúcio Gregori - A disputa de um espaço-símbolo
- Ermínia Maricato - Espaço democrático na cidade desigual: isso é possível?
- Regina Facchini e Isadora Lins França - Parada do Orgulho LGBT de São Paulo: somos muitxs, estamos em todos os lugares!

 

Mesa 3
- Mario Ramiro - A mudança da ordem habitual das coisas
- Cristiano Mascaro - Caminhadas fotográficas na Avenida Paulista

 

SOBRE OS PALESTRANTES

Cristiano Mascaro
Mestre e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), iniciou sua carreira como repórter fotográfico da revista Veja, para a qual realizou diversas reportagens no Brasil e no exterior. Foi professor de Fotojornalismo na Enfoco e de Comunicação Visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos. Entre 1974 e 1988, dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU-USP. Em 1990, recebeu a Bolsa Vitae de Artes. Já realizou diversas exposições de seus trabalhos, que fazem parte de coleções particulares e de museus. Em 2015, foi laureado pela Associação Paulista de Críticos de Arte pelos trabalhos de documentação urbana.

Ermínia Maricato
Professora titular aposentada de Planejamento Urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Entre 1989 e 1992, foi secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano do município de São Paulo. Entre 1998 e 2002, foi coordenadora do curso de pós-graduação da FAU-USP. Em 2002, foi membro da equipe de transição FHC-LULA e formulou a proposta de criação do Ministério das Cidades, sendo ministra adjunta entre 2003 e 2005. Recebeu os prêmios Juan Torres Higueras, da Federação Panamericana de Associações de Arquitetos (2006), e Arquiteto do Ano, da Federação Nacional de Arquitetos (2008). Entre 2007 e 2009, foi membro do conselho de pesquisa da USP. Atualmente é ativista política, professora de pós-graduação da FAU-USP e professora visitante do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Isadora Lins França
Professora no Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp) e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu – Unicamp. Tem publicado trabalhos sobre gênero e sexualidade, movimentos sociais, mercado e cidade, entre os quais se destaca o livro Consumindo lugares, consumindo nos lugares: homossexualidade, consumo e subjetividades na cidade de São Paulo (Eduerj, 2012). É autora da dissertação Cercas e pontes: o movimento GLBT e o mercado GLS em São Paulo (USP, 2006).

Lúcio Gregori

Engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Foi gerente de programação e controle da Companhia do Metropolitano de São Paulo; diretor de planejamento da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb); coordenador do projeto Diagnóstico 75, da Região Metropolitana de São Paulo, elaborado para o Governo do Estado de São Paulo; diretor técnico da Empresa de Planejamento Metropolitano da Grande São Paulo (Emplasa); superintendente de planejamento territorial da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb); secretário de Serviços e Obras e secretário de Transportes da Prefeitura de São Paulo (1989-1992). É autor do projeto de Tarifa Zero no transporte coletivo.

Mario Ramiro
Artista multimídia, ex-integrante do grupo de intervenções urbanas 3NÓS3. Sua produção reúne esculturas, instalações, redes telecomunicativas, fotografia e arte sonora. É mestre em Fotografia e Novas Mídias pela Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha, e doutor em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo (USP), onde é professor da Escola de Comunicações e Artes.

Marta Bogéa
Arquiteta urbanista (Universidade Federal do Espírito Santo, 1987), mestre em Comunicação e Semiótica (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1993), com dissertação publicada sob o título Two-Way Street: The Paulist Avenue Flux and Couter-Flux of Modernity (San Diego State University Press, 1995); doutora em Arquitetura e Urbanismo (Universidade de São Paulo, 2006), com tese publicada sob o título Cidade errante: arquitetura em movimento(Senac, 2009). Professora no Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de arquitetura e arte, com ênfase em teoria e projeto, atuando principalmente nos seguintes temas: arquitetura, arte, cidades contemporâneas.

Paulo César Garcez Marins
Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Docente do Museu Paulista da USP e dos programas de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo e em Museologia da USP. Foi conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), entre 2013 e 2015. Publicou, entre outros trabalhos, os capítulos “La Avenida Paulista de la Belle Époque: élites en disputa”, da obra Ciudades sudamericanas como arenas culturales (Siglo XXI, 2016); “Um lugar para as elites: os Campos Elísios de Glette e Nothmann no imaginário urbano de São Paulo”, da obra São Paulo, os estrangeiros e a construção das cidades (Alameda, 2011) e “Habitação e vizinhança: limites da privacidade no surgimento das metrópoles brasileiras”, da obra História da Vida Privada no Brasil, vol. III (Companhia das Letras, 1998).

Regina Facchini
Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professora dos programas de pós-graduação em Antropologia Social e em Ciências Sociais da Unicamp. Pesquisa nas áreas de estudos de gênero e sexualidade, cultura e política, saúde coletiva e direitos sexuais. É autora do livro Sopa de letrinhas? Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90 (Garamond, 2005), que retrata, a partir da cidade de São Paulo, o contexto de surgimento das paradas LGBT brasileiras, entre outras publicações sobre o movimento LGBT, e coautora de várias pesquisas sobre o perfil e as experiências de discriminação e violência de participantes da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Renato Cymbalista
Arquiteto e urbanista, mestre e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), com pós-doutorado em história na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professor do Departamento de História da Arquitetura da FAU-USP. Foi professor convidado da Universidade Técnica de Brandemburg; da Parsons – The New School of Design; da Paris 7 (Diderot) e Paris 1 (Panthéon Sorbonne). É presidente do Instituto Pólis. Integra o Conselho do Centro de Preservação Cultural da USP e da Casa do Povo. É autor e editor de livros e artigos sobre história urbana e urbanismo, entre os quais Sangue, ossos e terras: os mortos e a ocupação do território luso-brasileiro (Alameda/Fapesp, 2011) e O guia dos lugares difíceis de São Paulo (Narrativa Um, no prelo).