MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO - Assis Chateaubriand
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Maria Auxiliadora da Silva (1935 - 1974), Capoeira, 1970
Maria Auxiliadora e o debate sobre as narrativas vencedoras na escrita da história da arte

Nascida em 1935, em Minas Gerais, mudou-se aos 12 anos para São Paulo. Maria Auxiliadora foi uma artista negra, que trabalhou como empregada doméstica, bordadeira e pintou seu primeiro quadro aos 26 anos de idade. A palestra tem como objetivo apresentar um panorama da vida e da obra da artista, pouco conhecida pelo público. Ingênua, popular, primitiva, espontânea? São todas catalogações que diminuem a complexidade de sua obra, de caráter pop, na qual fazia uso do próprio cabelo para tratar de identidade e introduzia elementos que evocavam, a um só tempo os temas do candomblé, da casa de caboclo e do carnaval. Maria Auxiliadora e o seu trabalho ímpar nos convocam a questionar as narrativas construídas para a história da arte no Brasil, cuja matriz é essencialmente eurocêntrica. A partir de sua obra, abre-se um debate sobre a necessidade da construção de outras narrativas, que incluam capítulos até então recalcados pelo cânone de uma cultura branca e ocidental.

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PALESTRANTE

Luisa Duarte é escritora e curadora independente. é mestre em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e atua como crítica de arte do jornal O Globo, desde 2009. Foi, por cinco anos, membro do Conselho Consultivo do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP, 2009-2013). Foi curadora do programa Rumos Artes Visuais, Instituto Itaú Cultural (2005-2006); coordenadora geral do ciclo de conferências A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro - Memória e Projeção, plataforma de debates da 28ª Bienal Internacional de São Paulo, 2008; e organizadora, em dupla com Adriano Pedrosa, do livro ABC – Arte Brasileira Contemporânea, Cosac & Naify, 2014. Foi coordenadora da implantação do Núcleo Significativo Walter Benjamin, para a Biblioteca do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR, 2015-2016).