MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO - Assis Chateaubriand
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Tomie Ohtake, Composição, 1978. doação da artista, 1979, acervo MASP, foto Eduardo Ortega
Claudia Andujar, Índio Yanomami, 1976, doação Pirelli, 1991

MAXITA YANO: OLHAR, ESCUTAR, LER ANDUJAR

No verão de 1970, Claudia Andujar teve seu primeiro contato com os índios Yanomami enquanto fazia uma grande reportagem para a revista Realidade. Uma das imagens produzidas nesta viagem foi capa do número 67 da revista, e a reportagem marcou o fim da carreira de Andujar como fotojornalista. Este fato deu início a uma intensa convivência com os Yanomami, resultando em um arquivo de milhares de imagens feitas ao longo dos anos 1970, e no engajamento político da artista com a luta indígena pelo direito à terra e à cultura tradicional. A partir de 2010, trabalhei com Andujar sobre este arquivo, num projeto de pesquisa para o Instituto Inhotim, com o intuito de criar um pavilhão que, desde 2015, abriga parte dessas imagens em exposição permanente. A palestra vai examinar a trajetória de Andujar a partir do trabalho para o pavilhão, batizado pelos Yanomami de Maxita Yano (Casa de terra).


PALESTRANTE

Rodrigo Moura é curador, editor e crítico de arte. Atualmente ocupa o cargo de curador adjunto de arte brasileira no MASP, onde organizou a exposição Quem tem medo de Teresinha Soares? (2017). Foi curador (2004-2013) e diretor artístico (2014-2015) no Instituto Inhotim (Minas Gerais, Brasil), onde curou a galeria permanente de Claudia Andujar. Inaugurou recentemente as exposições Mauro Restiffe: Álbum, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e Doubles, Dobros, Pliegues, Twins, Pares, Mitades, no The Warehouse, em Dallas. Escreve sobre arte e cultura em periódicos e catálogos brasileiros e internacionais.



MAXITA YANO: olhar, escutar, ler Andujar
Data: Sábado, 07 de outubro de 2017
Horário: 11h00
INSCRIÇÕES PRESENCIAIS


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