MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO - Assis Chateaubriand
2011
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DE DENTRO E DE FORA - Arte Urbana Contemporânea, nos subsolos do MASP e no Vão Livre até 23/12/2011.

ARTE URBANA CONTEMPORÂNEA
DE DENTRO E DE FORA | INSIDE OUT OUTSIDE IN

Período:
17 de agosto a 23 de dezembro de 2011

Uma versão internacional da mostra De dentro para fora / De fora para dentro, que em 2009 e 2010 levou mais de 140 mil visitantes ao MASP, pode ser vista na cidade até 23 de dezembro. De Dentro e de Fora (www.dedentroedefora.com), que está em cartaz no Museu e imediações desde 17 de agosto, traz ao Brasil alguns dos mais importantes nomes da arte urbana mundial, vindos dos Estados Unidos, Argentina, República Tcheca e França.

Iniciativa do curador do MASP Teixeira Coelho, a mostra tem curadoria especial de Baixo Ribeiro, Eduardo Saretta e Mariana Martins e utiliza a arquitetura do MASP como base para o graffiti, fotografia, vídeo, escultura, pintura, muralismo, colagem e instalações. 

A curadoria foi especialmente cuidadosa na escolha e no desenvolvimento de cada projeto de cada artista. Destaque em seus países e com reconhecimento internacional, os oito convidados são artistas multimídia que transitam por diferentes linguagens: instalações, pintura, animação, escultura ou desenho.  “Convidamos artistas capazes de expandir a experiência do público para além da plasticidade nessa exposição. Queríamos que o público pudesse aumentar sua participação e interação com a arte apresentada”, diz Baixo Ribeiro.

Os franceses Remed, JR e Invader, o tcheco Point, os argentinos Tec, Defi e Chu e a norte-americana Swoon (perfis ao final do texto) estiveram em São Paulo por cerca de um mês para desenvolver suas instalações e obras no MASP e vias próximas. Entre os convidados especiais que realizam intervenções durante o período da exposição está o coletivoBijaRi, único grupo brasileiro participando da mostra.


Apresentação da mostra 
(por Teixeira Coelho)

A ideia de arte pública muda radicalmente. Há pouco São Paulo decidiu não mais aprovar a instalação de bustos nas praças públicas com a justificativa, acertada, de que esse tipo de “arte” pertence ao século XIX e nada acrescenta ao cenário urbano. Uma inesperada e bem-vinda decisão, que alimenta as esperanças de bom senso e aggiornamentono trato do poder público com a arte.

É nesse contexto de renovação da arte e das ideias sobre arte que a exposição DE DENTRO E DE FORA / INSIDE OUT OUTSIDE IN apresenta-se como mais uma incursão do MASP no terreno da arte urbana – convidada para vir outra vez ao museu. A experiência de 2009/2010 superou todas as expectativas. O público do museu se renovou, os mais jovens se aproximaram e os outros também vieram. Alguns se surpreenderam, outros confirmaram suas preferências, todos gostaram. O fato é que todo museu deve abrir-se para as diferentes sensibilidades de seu tempo, não apenas para as já confirmadas.

Não se trata de disputar um espaço de exposição com a cidade, mas de criar as condições para que se renovem os modos de pensar e perceber arte neste século XXI. Aquilo que antes girava apenas na esfera dos iniciados agora se coloca ao alcance de novos públicos. E o que era quase invisível, embora se escancarasse nos muros da cidade, com iniciativas como esta apresenta-se sob o foco de um potente holofote. Algo se perde no processo, como sempre: no caso, uma certa (e em parte já superada) clandestinidade. Mas, muita outra coisa se ganha.

A exposição anterior foi com artistas brasileiros. Esta é com artistas que vêm dos EUA, da França, da República Tcheca e da Argentina. O que se espera que seja o mesmo é o sentimento de redescoberta da diversidade.


O projeto De dentro e de fora (pelos curadores)

DE DENTRO E DE FORA traz oito artistas estrangeiros que residiram por cerca de um mês em São Paulo. Cada um criou obras de site specific, ou seja, diretamente nas paredes de madeira construídas no Hall e Mezanino da Galeria Clemente Faria, no MASP. Pinturas murais, esculturas, instalações, colagens, objetos, fotografias, mapas, impressos, vídeos e animações foram as principais mídias usadas por eles. Além das paredes, os artistas fizeram intervenções também na parte externa ao Museu, no ambiente urbano: Point pintou os remendos de calçadas nas ruas atrás do MASP; Tec desenhou o contorno de um  grande peixe no asfalto da rua São Carlos do Pinhal - de cima da ponte da Peixoto Gomide sobre aquela rua, vê-se cabeça e cauda aparecendo na entrada e saída do túnel formado pelo viaduto. 

Nos tapumes do prédio anexo ao Museu, JR colou a reprodução de Kaiowá, fotografia de José Roberto Ripper, que pertence ao acervo do Masp. E Invader espalhou intervenções em mais de 50 pontos da cidade (veja aqui:

http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&msid=214106657362604054425.0004a9b2aac2063ae44f0&hl=en&ie=UTF8&ll=-23.544852%2C-46.657739&spn=0.036166%2C0.073954&t=h&source=embed)

O trabalho é colaborativo e a obra de cada artista está em diálogo direto com as dos outros. Não se trata de um festival ou uma mostra de trabalhos prontos, mas uma produção interdependente de trabalhos dentro do mesmo espaço expositivo.


Conceito

A ideia central DE DENTRO E DE FORA é provocar no público a experiência de não saber onde está a arte. Ela pode estar em toda a parte, embaixo da escada, atrás do quadro ou dentro do buraco. Pode estar na sala de casa ou no meio da rua. Dentro ou fora do museu.

A exposição é uma experiência em si. Experimentamos o trabalho colaborativo, a participação do público em vários níveis, a instalação coletiva, o diálogo com a arquitetura de Lina Bo Bardi, com a paisagem urbana e a paisagem humana da cidade, experimentamos a conversa da arte com a vida paulistana.

A exposição propõe uma parceria com o público, que é convidado a passear dentro da obra feita de linguagens individuais que se contrapõem e formam uma obra-arquitetura única e penetrável. Obra que continua mesmo do lado de fora do museu, na rua, mesclando-se à cidade e a toda vida que acontece nela. O público acaba por sair do museu sem sair por inteiro da obra.

 
Os artistas

A escolha dos artistas se baseou em dois critérios principais:

Identidade visual – Convidamos artistas que fossem capazes de, juntos, criar uma forte identidade plástica e visual para a exposição. Queríamos que o público se sentisse dentro da exposição mesmo estando fora do museu, experimentando a sensação de ver a cidade se transformando em museu e o museu se abrindo para a cidade. Point,RemedTecDefi e Chu são experientes em exposições de arte pública e participaram de exposições em museus do mundo todo. São especialistas em trabalhos colaborativos de grande escala, usando um cardápio extenso de mídias e técnicas para se apropriar de grandes espaços com pintura, muralismo, instalações, arte ambiente, projeção, vídeo-clipe / TV, escultura / mobiliário urbano, plataformas digitais etc. Esses artistas têm uma participação especial no programa educativo da exposição e estarão presentes em vários workshops com artistas brasileiros e o público (todos falam português quase fluente).

Participação do público – Convidamos, também, artistas capazes de expandir a experiência do público para além da plasticidade. JR, ganhador do prêmio TED em 2010, tem já uma forte ligação com o Brasil: apresentou intervenções no Morro da Providência (RJ, 2008) com a reprodução de grandes fotos - os olhos das mulheres mais atuantes da comunidade - coladas nas paredes das casas, e nos Arcos da Lapa (RJ, 2009). Swoon executou projeto no Haiti que consistia em construir abrigos a partir de uma técnica de adobe moldado em grandes sacos plásticos; feitos com participação da comunidade local, transformaram-se numa vila de casas-esculturas após o terremoto de 2010. Invaderfez em São Paulo sua primeira invasion, que consiste em esconder diversas intervenções urbanas (algumas diminutas) e distribuir um mapa para serem encontradas.


Atividades paralelas durante o período da exposição*

O projeto De dentro e de fora pretende oferecer, além da exposição em si, um amplo programa educativo, trazendo para o diálogo especialistas, leigos, professores, representantes do poder público, estudantes e um público amplo no seu espectro social. As principais ações já estão programadas:

Seminário “A arte, o museu e a cidade”, sobre arte pública, arte urbana, economia criativa e o futuro da cidade, com convidados das esferas artística, urbanística e da política pública. Dia 21 de setembro, no Grande Auditório do MASP. 

Curso 
sobre arte urbana, história e contemporaneidade. Em parceria com a Escola do Masp, administrado pela equipe de curadores, em 12 aulas. De 5 de setembro a 3 de outubro. 

Festival de Vídeos da Cultura Urbana
, realizados no Pequeno Auditório do MASP, uma vez por mês (5 versões). A programação é focada em vídeos e filmes que se debruçam sobre a temática da arte urbana, cultura pop e outros assuntos correlatos. O Festival traça um panorama da produção audiovisual de uma geração, desde seus filmes mais midiáticos até os vídeos que são veiculados exclusivamente pela internet. 

Mesas redondas
 em torno do Festival de Vídeos da Cultura Urbana com a participação de convidados da esfera artístico-cultural sobre assuntos relativos à cultura pop, como graffiti, arte urbana, skate, tatuagem e outros. 

A partir de setembro, a artista Swoon retorna a São Paulo com equipe para mostrar uma série de esculturas-quiosques educativos, resultado das parcerias com diversas ONGs iniciadas em sua primeira estada em São Paulo, a partir de maio último. 

Em 19 de setembro será lançado um guia para as pessoas encontrarem as obras que o artista Invader espalhou por São Paulo. 

Website
 participativo que explora tecnologias de ponta e as redes sociais. O visitante poderá participar mesmo à distância, opinar e se comunicar com outros visitantes através do site e das páginas associadas à exposição que dispomos nas principais redes sociais.

* Os detalhes de cada atividade serão divulgados à medida que forem confirmados os participantes, datas e horários.


PERFIL DOS ARTISTAS

CHU (http://www.studiochu.tv/)

Chu nasceu em Buenos Aires em 1974. Pinta murais, mas traz a tradição do desenho gráfico, com destaque para personagens quase infantis, além de atuação em vídeo e motion graphics. Seu Studio Chu trabalha em ilustração, desenhos com personagens e animação.

Chu foi influenciado pela cultura urbana e pelo skate. Estudou desenho gráfico, ilustração, serigrafia, fotografia e animação na Universidad de Buenos Aires, onde chegou a dar aulas por três anos. Em 1998, forma o coletivo multidisciplinar de experimentação DOMA com Mariano Barbieri, Matías Vigliano e Orillo Blandini. Em 2001, trabalha no The Locomotion Channel, em Miami. Lá, ganha mérito ao desenvolver uma nova imagem para o canal e se envolve com VJing formando, junto com David Navas, Walter Zamora e John Lum, o Undo Project. Em 2003, começa a produzir bonecos e fantoches dentro do coletivo DOMA, no projeto paralelo SAMBOtoys. Entre 2004 e 2006, dedica-se totalmente ao DOMA, realizando projetos comerciais e artísticos, como mostras e instalações em importantes museus e galerias do mundo todo. Hoje, Chu vive na Argentina e atua com os projetos www.doma.tvwww.turbogaleria.com,www.sambotoys.comwww.globolab.tv.


DEFI (flickr.com/eldefi e http://www.lindokiller.com/)

O artista argentino vem da escola da arte urbana e do grafitti, mas seu traço colorido é rápido e caoticamente infantil. Lida com rolinhos e tinta acrílica, bem como com spray, lápis e giz e geralmente faz com que seus desenhos escapem da tela, num proposital “acidente” visual, numa explosão de cor.

Atualmente, faz esculturas e instalações com miniaturas de carros, pessoas, casas, criando dioramas que denotam pessoas em situações de risco, como uma tempestade iminente, um carro batido em uma árvore etc. Embora a maioria de seus trabalhos seja abstrata, também trabalha com desenhos de personagens e quase sempre se vê gatos, naves e polvos que circulam até mesmo pelo papel, em colagens. Defi participa de exposições internacionais desde 2005. Entre elas: Apart Gallery, em Londres, Rojo, na Itália, e o Saba Proyect, em Paris.


INVADER (http://www.space-invaders.com/)

Esse francês nascido em 1969 utiliza a técnica do mosaico e o jogo Space Invader como base de seu trabalho. O artista circula por diversas cidades do mundo executando e documentando suas “invasions”. Para isso, recria o mapa das cidades apontando todas as suas interferências como o roteiro de um jogo que envolve a geografia local. Em 1998, começou suas invasões em Paris e circulou por cerca de 31 cidades francesas e outras 22 só na Europa, mas já passou por Nova York, Toronto, Tokyo e Los Angeles, onde fez uma intervenção no letreiro de Hollywood, em 1999.

Em 2010, participou da mostra coletiva Viva La Revolución: A Dialogue With the Urban Landscape, no Museu de Arte Contemporânea de San Diego, Califórnia, onde usou o mapa da cidade e a tecnologia de rastreamento do GPS para desenhar o contorno de um ‘alien’ a partir das linhas formadas pelas ruas. O fato de trabalhar com gráficos de jogos antigos faz com que as imagens tenham baixa resolução e sejam facilmente destrinchadas em pixels que se transformam em mosaicos, em sua maioria de cerâmica, dando origem às suas obras públicas. Invader também trabalha no projeto "Rubikcubism", ou fazer obras de arte a partir de cubos de Rubik, ou cubo mágico.

O artista já expos individualmente em Londres, Paris, Osaka, Melbourne e participou de exposições no Borusan Center for Culture and Arts em Istambul, Subliminal Projects em Los Angeles e do filme Exit Through the Gift Shop, de Banksy.  


JR (http://www.jr-art.net/)

Os trabalhos do francês envolvem arte pública e fotografia e são exibidos livremente nas ruas, capturando a atenção de pessoas que não são as típicas visitantes de museus e galerias. Suas obras são uma mescla de arte e atitude, falam sobre compromisso, liberdade, identidade e limitações. Muitas vezes, seu trabalho é exposto sem autorização, numa intervenção que questiona, provoca reflexão e exibe mazelas em belos e grandes retratos. 

Em 2006, JR lançou Portrait of a Generation com retratos de larga escala de “bandidos” suburbanos exibidos em bairros burgueses de Paris. A princípio ilegal, o projeto foi oficializado a partir do momento em que o Paris City Hall revestiu seu edifício com fotos do artista. No ano seguinte, JR foi responsável pela maior exposição ilegal até hoje – considerada impossível por especialistas: ao lado de Marco, ele exibiu retratos enormes de israelenses e palestinos, frente a frente, em oito cidades palestinas e israelenses, na exposição Face 2 Face.

Entre outros trabalhos, JR ganhou o TED Prize em 2011 e criou o Inside Out Project, com o objetivo de desenvolver um projeto de arte participativa em grande escala que transforma mensagens pessoais em elementos de uma grande obra (http://www.insideoutproject.net/). Além disso, JR criou o Pervasive Art que toma de assalto, com suas grandes fotos protagonizadas por indivíduos comuns, os prédios e favelas na França e no Brasil, nos muros do Oriente Médio e nas pontes quebradas da África.


POINT (www.onepoint.cz)

Nascido na República Tcheca, Point é conhecido como pioneiro do grafitti em sua terra natal. Uma de suas características é o caráter agregador - Point procura sempre envolver a comunidade e outros artistas em seus projetos. É dele, por exemplo, a responsabilidade pela criação e execução do Names Fest, que reuniu diversos grandes nomes da street art em 2008 em Praga (Ash, Blu, Zezão, Sonik etc). Seu trabalho vem de uma tradição especifica do grafitti de artistas do centro da Europa, que tem origem no wild style com influência de vetor, design gráfico e design digital (3D). Por conta de suas experimentações, consegue fazer esculturas com a tipografia (escultura de letra). Em seus trabalhos, sempre escreve seu nome, mas é preciso apurar o olhar para enxergá-lo.

Atualmente, Point usufrui de um bunker antigo para desenvolver seus trabalhos ao lado de amigos também artistas. É nesse espaço que promove shows, exibições e intercâmbios entre artistas.


REMED (Remed.es)

O muralista francês tornou-se conhecido em meados de 2000 como Remed. Sua linguagem conversa muito com o design gráfico dos anos 70 e a art noveau além de desenvolver pesquisa em tipografia. Na maioria das vezes o resultado é figurativo complementado pelo uso de uma massa de cores pesadas em formas simples.

Segundo a novaiorquina Brooklynite Gallery, Remed é o tipo de artista que torna atual qualquer estilo tradicional. Experiente em trabalhar com pouco fluxo de tempo, Remed resolve quaisquer interações de cor de modo rápido e preciso. Ainda de acordo com a galeria nova-iorquina, o artista francês é capaz de manipular a língua inglesa com habilidade tipográfica formidável e um senso de estilo vigoroso.


SWOON 
(http://www.nola.com/arts/index.ssf/2011/06/street_artist_swoon_creates_se.html)

Californiana, Swoon mudou-se para Nova York aos 19 anos, onde estudou no Pratt Institute. Destaque no cenário da arte urbana contemporânea, conhecida desde 1999 por trabalhar com colagens de tamanho real em muros, além de xilogravuras. Utiliza muito papel impresso e pintado e suas obras têm grande parentesco com a técnica do estêncil, mas com aplicação invertida. Passa horas recortando papel com estilete, moldando madeira e papelão para dar origem a grandes instalações (ou cenografias). É também exímia pintora. Segundo o curador e crítico Carlo McCormick, o trabalho de Swoon reflete o sentido que cada um experimenta do mundo (Swoon – Graffiti Artist, 2010, publicado pela ABRAMS).

Membro do Justseeds Artist Cooperative, que comercializa arte pela internet e atrela essa iniciativa a atividades e causas sociais, Swoon é politizada e mobilizadora. Busca sempre atuar com um grupo grande de pessoas e seu espírito agregador move colegas artistas, engenheiros, arquitetos. Em 2008, no México, conheceu as histórias de garotas seqüestradas e estupradas na fronteira com os Estados Unidos, o queacabou gerando uma instalação com ares de memorial de uma das vítimas, proporcionando uma discussão social sobre os crimes. Também em 2008, outro de seus projetos agregadores foi uma parada de barcos construídos com materiais descartados. A performance levou um grupo de jovens a correr o Rio Hudson, em Nova York, e foi intitulada Swimming Cities of Switchback Sea. Em 2009, Swoon organizou uma performance similar durante a Bienal de Veneza, circulando pelos principais canais da cidade.  Em 2010, esteve no Haiti após o terremoto com o propósito de desenvolver, com moradores de um vilarejo, alternativas para a construção de abrigos e residências adequadas ao clima (http://konbitshelter.org/). Recentemente, expôs na mostra coletiva Viva La Revolución: A Dialogue With the Urban Landscape, no Museu de Arte Contemporânea de San Diego, Califórnia.


TEC (www.tecalbum.com)

Nascido em Córdoba, Argentina, tem suas últimas pesquisas baseadas no desenvolvimento de esculturas biomecânicas. Foi influenciado pela cultura urbana, grafitti, viagens e bandas de rock. Como Chu, estudou desenho gráfico na Universidad de Buenos Aires. Complementou seus estudos com fotografia, serigrafia, animação e vídeo. Juntou-se ao coletivo FASE (www.mundofase.com).

Entre 2000 e 2005, Tec e o coletivo FASE trabalham com animação e editam uma revista homônima. Nesse momento, criam diversas intervenções públicas ao redor do mundo. Em 2005, FASE é convidado para participar do festival de Cinema de Berlim por seu curta-metragem animado FASE FUTBOL05. Depois dessa experiência, Tec concentra energias na produção plástica e arte pública. Em 2006, cria o inhospitalfriends  (www.inhospitalfriends.com), uma série de desenhos animados  numa linha conceitual que representa o ócio. Em 2007, participa da Berlin Planet Prosezz junto ao FASE. Sua última turnê, chamada Carne Tour, o levou, ao lado de FASE e DOMA, a renomadas galerias da Europa, como GKO Gallery, na Espanha, e ArtyFarty Gallery, na Alemanha. Hoje, Tec vive em Buenos Aires.http://www.flickr.com/people/tectec/


COLETIVO BIJARI 
(www.bijari.com.br)

O BijaRi é um centro de criação em artes visuais e multimídia. Desenvolvendo projetos em diversos suportes e tecnologias, o grupo atua entre os meios analógicos e digitais propondo experimentações artísticas, sobretudo de caráter crítico. Intervenções urbanas, performances, instalações, vídeo-arte e design tornam-se meios para ativar pessoas, gerando impacto que gera um questionamento da realidade vigente.

Em paralelo ao trabalho artístico, o BijaRi desenvolve projetos especiais para diferentes clientes, entre agências de publicidade, eventos, empresas e governo. Utilizando o repertório de suas pesquisas artísticas, produz conteúdo em vídeo para diferentes plataformas e ações de impacto que ativam pessoas através da utilização de potência com alta tecnologia, design aplicado e desconstrução do espaço.

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