PROVOCANDO O OLHAR
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DIEGO POLO |
Obra: San Juan Bautista
Ano: h. 1645
Técnica: Óleo / lienzo
Medidas: 112 x 137 cm
A NATUREZA LIVRE DO HOMEM
Diego Polo (Burgos, 1609? - Madri, 1655)
São João Batista, c. 1645, óleo sobre tela, 112 X 137 cm
É um São João Batista adolescente, contemplativo, que - na história da pintura -, pelo traço de Tiziano (1489/1490-1576) e Caravaggio (1573-1610), foi incorporando ao tema os elementos da paisagem pastoril, seus frutos e suas flores, um sentido de liberdade e, ao mesmo tempo, humildade diante dos elementos da natureza. Na pintura de Polo, imerso na paisagem perturbadora da floresta, o santo observa um cordeiro bebendo água num riacho, numa clara alusão à imagem de Cristo e do batismo. Ao Redentor alude também a inscrição da faixa em suas mãos: "Eis o cordeiro de Deus, que carrega os pecados do mundo".
O acervo do MASP permite algumas descobertas: na comovedora pintura Pobre Pescador, de Paul Gauguin (1848-1903), a pose pensativa do homem do mar torna-o semelhante à personagem evangélica, na simplicidade de sua relação com as águas. Aí está contida a busca do pintor que, de fato, se refugiou numa ilha primitiva, na procura por valores humanos mais autênticos, que a arte ajuda a compreender. Outra figura de herói imerso na paisagem é O Lavrador de Café, de Candido Portinari (1903-1962), com seus imensos pés e mãos, simbolizando o poder transformador do trabalho dos camponeses e dos oriundos da raça negra, em particular; um belo retrato do pensamento social no Brasil da década de 30.
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