PROVOCANDO O OLHAR
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ANTOON VAN DYCK |
Obra: El obispo Jan Malder
Ano: 1628-1631
Técnica: Óleo / tabla
Medidas: 125 x 97 cm
BRILHO E LUMINOSIDADE
Antthony Van Dyck (Antuérpia, 1599 - Londres, 1641)
Retrato do Bispo Jan van Malder, 1628-1631, óleo sobre painel, 125 X 97 cm
O retrato traduz ritmo, num jogo de equilíbrios entre claros e escuros, movimentos da cabeça e do corpo, que conferem vida à figura de olhar inteligente, afável e de grande penetração psicológica. O brilho de Van Dyck no manuseio das cores sugere volume, esplendor, opulência.
Essa forma de construir a imagem marcou a pintura inglesa do século XVIII, presente no acervo do MASP, como o retrato de Francis Radwdon, Primeiro Marquês de Hasting e Segundo Conde de Moira, de Thomas Gainsborough (1727-1788), que usa, com primor, a cor vermelha na farda do militar sobre o fundo verde e ouro da tela. Em O Senhor Pertuiset, O Caçador de Leões, o francês Edouard Manet (1832-1883) mostra o contraste da luz brilhante que penetra entre a folhagem e as formas arredondadas do corpo trajado de preto. Assim, traz para o primeiro plano um corpulento "herói", em cômica pose de alerta, que finge ter acabado de matar um inverossímil leão empalhado. As pinceladas são rápidas e dão a sensação de esboçar a cena; a luz é obtida com tons de roxo, amarelo e azul - um exemplo da utilização da técnica impressionista. O MASP ainda possui dois retratos de Van Dyck: Retrato de um Desconhecido (William Howard, Visconde de Stafford?) e Retrato da Marquesa Lomellini, com os Filhos em Oração.
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