MASP



Encontros/Colóquios

Dia 10 de março de 2008, às 19 horas
Grande Auditório
Entrada Gratuita

70º FÓRUM DO COMITÊ PAULISTA PARA A DÉCADA DA CULTURA DE PAZ - UM PROGRAMA DA UNESCO

Tema: TERAPIA COMUNITÁRIA: UMA PRÁTICA A SERVIÇO DA SAÚDE E DIGNIDADE DA PESSOA a cargo da Profa. Dra. Marilene Grandesso

Desde sua criação há 20 anos junto à Comunidade de Pirambu, em Fortaleza-Ce, a Terapia Comunitária tornou-se uma prática presente em quase todos os estados brasileiros e em outros países como França e Suíça. Criada e desenvolvida pelo psiquiatra, antropólogo e teólogo cearense Adalberto Barreto a Terapia Comunitária Sistêmica Integrativa apresenta-se como uma abordagem complementar às práticas comunitárias já existentes.

O sofrimento, em qualquer das suas dimensões, tende a isolar as pessoas, diminuindo e enfraquecendo os vínculos, minimizando a possibilidade de trocas colaborativas e relações de mútua ajuda. A Terapia Comunitária apresenta-se como uma forma de promover relações de afeto e respeito, iluminando e fortalecendo as redes solidárias a serviço do pertencimento e inclusão social. Os participantes das rodas de Terapia Comunitária podem experimentar um sentido de empoderamento à medida que os saberes individuais e comunitários são legitimados e as competências reconhecidas e valorizadas.

Trata-se de uma abordagem simples no seu desenvolvimento, construída em linguagem popular, resgatando valores e práticas culturais, de forma intimista e pessoal. Pode ser praticada com grandes grupos e em qualquer lugar onde as pessoas se reunam num contexto de escuta respeitosa e de diálogo. Um de seus principais pressupostos é que toda pessoa tem suas competências e que a comunidade organizada pela escuta aberta e acolhimento caloroso promove mudanças produtivas para a saúde, bem estar e trocas colaborativas.

Entre seus diferenciais se destacam: Ênfase no comunitário, sem negligenciar a contribuição individual e a autonomia • Valorização do sentido de ação conjunta, co-autoria e responsabilidade relacional • Foco nas possibilidades de transformação, mais do que em problemas • Configuração de relações horizontais de mútua aceitação e respeito • Busca do que as pessoas e comunidades têm de melhor, como alavancas para mudanças • O espaço público como contexto para realização da prática, de forma séria e eficiente, porém, deselitizada • Circulação dos saberes, promovendo o mútuo aprendizado • Valorização do conhecimento construído a partir da experiência vivida • Promoção da reflexão e da ação comprometida, a partir de uma consciência ampliada • Exercício do posicionamento cidadão.

No contato com as comunidades constata-se a efetividade desta abordagem na construção de vínculos entre pessoas, no resgate da cidadania e no reconhecimento de direitos. Nelas surge o contexto ideal para compreender o significado do que chamamos resiliência.

Marilene Grandesso - Psicóloga, doutora em Psicologia Clínica, terapeuta comunitária, professora e supervisora do curso de Terapia Familiar e de Casal do NUFAC-PUC-SP. Fundadora e coordenadora do INTERFACI - Pólo Formador em Terapia Comunitária, Terapeuta de Famílias, Casais e Indivíduos, Primeira presidente da ABRATECOM - Associação Brasileira de Terapia Comunitária. Coordenadora do CDC – Conselho Deliberativo e Científico da ABRATEF – Associação Brasileira de Terapia Familiar. Organizadora do livro Terapia e Justiça social: respostas éticas às questões de dor em terapia (2001); co-organizadora do livro Terapia Comunitária: tecendo redes para a transformação social – saúde, educação e políticas públicas (2007).

Dia 24 de março de 2008, às 19:30 horas
Grande Auditório
Entrada Gratuita
(vagas limitadas, retirar senha no local)


O QUADRINHO IBEROAMERICANO: HOMENAGEM A ZIRALDO
Bate-papo/homenagem com Ziraldo, ganhador do prêmio Quevedos 2008 na Espanha, NIK (cartunista argentino da tira GATURRO) e Javier de Isusi (cartunista espanhol) com a moderação de Gualberto Costa, fundador do troféu HQ MIX.

Organizado pelo Instituto Cervantes de São Paulo

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